terça-feira, 24 de agosto de 2010

HISTÓRIA DO AEROMODELISMO NO BRASIL




PRECURSOR : Alphonse Penaud

Nascido na França, Penaud queria seguir carreira militar, mas foi atacado por reumatismo muscular, sendo obrigado a usar muletas. Gostava de matemática e de resolver problemas relacionados a vôo. Em abril de 1870 inventa o motor a elástico com tiras retorcidas.


Eis suas palavras:
"Procurando utilizar a força extraordinária da borracha, tive a idéia de usar a sua elasticidade, pro torção, que pode fornecer 130 kilogrâmetros por kilo. É menos que o calculado para a distenção simples, mas a torção permite uma aplicação mais fácil, a rotação das hélices, evitando qualquer transformação do movimento, simplificando enormemente a construção. Veio-me a idéia de aplicar este mecanismo na propulsão de um aparelho do gênero aeroplano... mas esbarrei com uma enorme dificuldade: o equilíbrio. Felizmente, ao fim de alguns estudos, imaginei um dispositivo muito simples que satisfazia ao objetivo desejado. Trata-se de um pequeno leme horizontal inclinado para cima... e para obter o equilíbrio lateral, bastou inclinar ligeiramente as asa para cima (diedro) ou simplesmente, elevar as respectivas extremidades... e para compensar o binário da hélice, torci a empenagem para um lado..."
No início de 1871, Penaud construiu o primeiro modelo a elástico de uma série que denominou Planophore. Possuia uma hélice propulsora simples montada após "os estabilizadores automáticos" (como ele chamava a empenagem).
Este modelo voava muito bem e estabelecu o desenho básico dos modelos atuais.
Penaud foi aclamado ao demonstrar o vôo do seu Planophore em agosto de 1871, em Paris, nos jardins de Tuileries para os membros da Sociedade Francesa de Navegação Aérea. Voou 60 metros de distância a 20 metros de altura em 13 segundos.
O modelo a elástico que Penaud projetou, construiu e voou em 18 de agosto de 1871, nos jardins de Tuileries em Paris, foi o primeiro aeroplano que efetuou um vôo livre estável. Os membros da Soeciedade Francesa de Navegação Aérea afirmaram na época que Penaud foi também o precursor das máquinas de voar.
O modelo de Penaud que impressionou sobremaneira os membros da Sociedade Francesa de Navegação Aérea, era uma máquina muito simples.
A fuselagem era constituída de uma vareta de madeira dura medindo 500 x 3 x 3 mm de comprimento. A asa tinha uma envergadura de 460 mm, o estabilizador era um losango medindo 150 mm de comprimento e 64 mm de largura, o leme era igual a metade do estabilizador. O material utilizado foi o bambu, a hélice era bi-pá, montada na parte traseira da fuselagem. era feita de madeira torcida, tinha 150 mm de diâmetro e era impulsionada por duas tiras de borracha de 5 x 1 mm de secção.
O modelo, pronto para voar, pesava 16 gramas, sendo que cinco gramas eram devidos ao peso da borracha. Este modelo de Penaud, o "Planophore, foi a primeira máquina mais pesada que o ar, a voar com eficiência.
Penaud também construiu em 1870, um helicóptero.
Este era constituído de duas varetas, que abrigavam entre elas, duas tiras de borracha, que impulsionavam, por tração, duas hélices, uma em cada extremo das varetas.
Em 1955, a Comissão Internacional de Aeromodelismo, em homenagem póstuma, deu o nome de Afonso Penaud a taça oferecida pela FAI a equipe vencedora do Campeonato Mundial de "Wakefields".



O AEROMODELISMO NO BRASIL


Sem dados históricos precisos, sabe-se que em 1936 uma loja situada a Rua Direita, a Casa Sloper vendia material de aeromodelismo.
Desde 1941, a firma Almeida & Veiga importava kits de modelos americanos. Em 19 de julho de 1942, foi realizado o I Campeonato Paulista de Aeromodelismo, no Campo de Marte.
Em 17 de abril de 1943, surge a Casa Aerobrás. O Sr. Ueno fabricou kits dos modelos Aspirante e Pernilongo, desenhados por Afonso Arantes; o Gavião, o Extraviador 1000, desenhado por H. Miaoka e o Cometa, desenhado por L. Giraldelli.
O campo usado para a prática do esporte ficava na Av. Rebouças, esquina com a rua Iguatemi, hoje Faria Lima.
O primeiro clube formado pelos aeromodelistas chamava-se "Parafuso". E em 1945, foi realizado na várzea da Rebouças, o II Campeonato Paulista de Aeromodelismo. A revista da época era a "Velocidade" e trazia artigos técnicos e matérias de aeromodelismo.
O campo da Rebouças foi-se enchendo de casas e o grupo, formado por Afonso Arantes, Angelo Rodrigues, Clécio D. Meneghetti, Afonso Mônaco, H. Miaoka, Rubens Arco e Flecha, Heder, Giraldelli, Conrado, Paulo Marques, Felício Cavalli e Naldoni mudaram-se para o Brooklin, ao lado da Hípica Paulista. Daí, foram para o Alto de Pinheiros, onde foram realizados vários concursos do troféu A Gazeta para modelos a elástico.
Em 1947, surgiu o Clube "Cai-Cai". Ernesto Conrado soltou o primeiro planador R/C monocanal. Nesta época, Afonso Arantes voou o primeiro U-Control acrobacia "Mr. Damer", no Ibirapuera e Morimoto desenhou os modelos Térmica e Pégasus. Nesta ocasião, a revista "Ciência Ilustrada" publicava matérias sobre aeromodelismo.
Por volta de 1956, os aeromodelistas passaram a voar na Base Aérea de Cumbica, pois o campo do Alto de Pinheiros foi tomado por casas. Em 1959 com a Associação Brasileira de Aeromodelismo, já fundada, surgiram eventos importantes: I Campeonato Brasileiro de Aeromodelismo e a participação de brasileiros no I Campeonato Sul-Americano, tendo como vencedor nas categorias planadores A2 e motor FAI, Paulo Marques. No Ibirapuera, Afonso Mônaco consegue a primeira pista oficial de U-Control com alambrado e asfalto.
Em 1970, surgiu o clube de vôo livre "Aerobu". Outro impulso importante ocorreu nesta época: a introdução dos transístores, chips e circuitos impressos nos transmissores de rádio. Barateou-os de tal forma que os praticantes de rádio-controle começaram a crescer em todo o mundo.
Em 1975, o primeiro brasileiro a participar de um Campeonato Mundial de motor FAI, Eolo Carlini, classificou-se em "fly-off", entre os melhores do mundo.
Em 1987, graças aos esforços de Walter Nutini, o aeromodelismo foi reconhecido como esporte no Brasil, na gestão de Vitor Garutti.
Em 1996, a delegação brasileira de aeromodelismo Vôo Circular Controlado, consegue o 6º lugar no Campeonato Mundial da Suécia e novamente em 1998, desta vez na Ucrânia.
Este modelo foi produzido com Isopor P3 com alta qualidade de acabamento e excelente planeado, capaz de executar vários tipos de manobras. A entelagem é feita com fitas adesivas variando as de forma que fique o mais próximo possível da originalidade do modelo.
Este modelo é muito dócil e de fácil pilotagem. Ideal para aqueles que desejam entrar no hobby agora, ou para quem já tem experiência. Contudo você poderá adquirir um simulador de vôo para facilitar seu aprendizado, para que torne o seu aprendizado muito mais fácil e seguro, caso não possua algum grau de experiência.

Para aeromodelistas que já voam e possui algum grau de experiência, este modelo se tornará seu companheiro fiel em seus vôos, pois é de fácil transporte, resiste, e poderá utilizar-se de pouco espaço para fazer seus vôos e colocar em prática suas habilidades.

Modelismo é a recriação em escala reduzida de modelos de carros, navios, aviões, helicópteros, comboios etc.


Tal recriação pode se destinar a atividades profissionais, mas, de um modo geral tem caráter recreativo. Cada modelo recriado obedece a escalas específicas, normalmente escalas lineares que servem para estabelecer uma relação entre as dimensões do objeto real e do modelo recriado. Como uso profissional, destaca-se o uso de modelos e maquetes para levantamento de dados como flutuabilidade, resistências mecânicas, aerodinâmicas, hidrodinâmicas etc.

Aeromodelismo

Aeromodelismo é a construção de modelos, em escala reduzida, de estruturas aeronáuticas e aeroespaciais (aviões, balões, foguetes etc.). Existem várias categorias conforme o tipo de aeromodelo:
  • VCC - vôo circular controlado, no qual o aeromodelo fica ligado ao aeromodelista por meio de cabos;
  • Rádio Controlado - o aeromodelo é controlado por meio de um rádio de controle remoto e é, atualmente, a mais praticada dividindo-se em duas modalidades, que se diferem pelo seu tipo de motor: aeromodelos com motores a explosão (combustão interna) e os aeromodelos com motores elétricos;
  • Vôo livre - o aeromodelo, depois de lançado, não sofre mais nenhuma interferência por parte do aeromodelista. Pode ser aeromodelo com motor, com elástico ou sem propulsão própria.
Aeromodelismo é a construção de modelos, em escala reduzida (modelismo), de estruturas aeronáuticas e aeroespaciais (aviões, balões, foguetes etc.). É um tipo de miniaturismo. Existem várias categorias de aeromodelismo:
  • VCC - vôo circular controlado, no qual o aeromodelo fica ligado ao aeromodelista por meio de cabos;
  • Rádio Controlado - o aeromodelo é controlado por meio de um rádio de controle remoto;
  • Vôo livre - o aeromodelo, depois de lançado, não sofre mais nenhuma interferência por parte do aeromodelista. Pode ser aeromodelo com motor, com elástico ou sem propulsão própria.
Actualmente a categoria mais praticada de aeromodelismo é o Rádio Controlado (RC), que divide-se basicamente em duas modalidades, que se diferem pelo seu tipo de motor:
Aeromodelos com motores a explosão (combustão interna) - que podem chegar a escalas maiores que 50% das dimensões reais de uma aeronave.
Aeromodelos com motores elétricos - utilizam alta tecnologia, como por exemplo baterias de Polímero de Lítio (Li-Po), motores "brushless" (sem escovas), e têm como um dos diferenciais a possibilidade de construir modelos com tamanho e peso reduzidos, como na classe micro, que engloba aeromodelos minúsculos, que chegam a pesar apenas 4 gramas e ter 15 centímetros de envergadura.
Apesar do destaque principalmente para modelos menores, a atual geração de motores brushless e baterias LiPo e LiFePo permitem a utilização de motorização elétrica em modelos nas mais diferentes escalas, chegando a mais de 10m de envergadura.
Além da possibilidade de modelos em escala micro, outras vantagens são:
  • Baixo nível de ruído;
  • Facilidade na montagem de modelos com extrema acuidade de escala visual, pois motores elétricos não precisam de aberturas para escapamento;
  • Facilidade na montagem de aeromodelos multimotores (bimotores, trimotores, quadrimotores, etc.), devido ao menor peso dos motores, ausência de vibração e por ser manterem curvas de aceleração equilibradas entre os diversos motores sem necessidade de cuidados adicionais com regulagens;
  • Envelope de vôo mais abrangente, permitindo pousos lentos, vôos em locais fechados, ou parques.